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A santa terrinha

Cada vez que daqui saio fico mais convencido que vivemos numa terrinha santa.

Conhecendo eu o resto do país (para além de uma dezena de outros países), posso afirmar, com algum conhecimento de causa, que Bragança é, de facto, senão a melhor, uma das melhores cidades para se viver e trabalhar.
Sejamos sinceros: 
  • Se param dois carros à nossa frente, já achamos que temos um engarrafamento;
  • Saímos de casa dez minutos antes da hora de ir trabalhar e ainda temos tempo de tomar café;
  • Temos até mais eventos culturais do que aqueles que podemos consumir;
  • A pobreza que existe (existe alguma mas felizmente é pouca) é disfarçada pela solidariedade;
  • Não temos grande falta de infraestruturas e de equipamentos coletivos;
  • Temos espaços verdes e muitas outras vantagens e serviços;
  • Não temos escolas sobrelotadas e, com maior ou menor qualidade, estamos relativamente bem servidos;
  • Por muito que nos queixemos, temos um serviço público de saúde que está no top nacional...

Podia continuar quase ad aeternum a dar exemplos. Mas apenas serviriam para consumir tempo, pois o ponto de vista está claro.
Por muito que possamos desejar aquilo que não temos, temos de abrir mão à palmatória: estamos bem melhor que a generalidade das cidades portuguesas.


Pena é que haja quem se esqueça que Bragança não é apenas a cidade. Mas isso são contas de outro rosário...

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Saduceus de trazer por casa

Hoje devia estar mais concentrado noutras lides, mas  este assunto anda a remoer-me... Alguém de bom senso consegue perceber o racional de, literalmente, se enterrar mais de cem mil euros numa coisa que (ao que dizem) será uma rotunda, para depois se lamentar de não ter meia dúzia de milhares de euros para compor os recreios de duas escolas básicas (aqueles locais onde estão confinadas todo o dia as nossas crianças, sabem?), mantendo uma cara séria pelo meio? Bem sei que o poder (ou simplesmente a perceção de tal) faz aparentes milagres nos nossos saduceus de trazer por casa. Mas, tal como antes, quanto mais se emproam as vestes, mais o povo se afasta deles. Fica o recado.